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5 tendências que definirão quem será um bom líder em 2023


tendências liderança

2023 será um ano desafiador para a liderança. Em um mercado de trabalho que passou por mudanças significativas nos últimos anos, o líder também viu o seu papel se transformar. “A covid-19 trouxe uma nova mentalidade de liderança. A começar pelo fato de que a grande maioria teve que trabalhar no formato home office e o gestor precisou encontrar caminhos para liderar à distância, o que demandou novas competências e visões”, explica André Freire, sócio da EXEC, consultoria especializada em Executive Search.


Em meio a esse novo cenário, separamos cinco tendências que devem fazer parte da rotina dos líderes de alta performance em 2023. Confira:


Gestão do tempo


Conseguir gerir bem o seu tempo de trabalho se tornou um dos grandes obstáculos da liderança moderna para desempenhar com efetividade as suas funções. Em matéria publicada em novembro de 2022, levantamos isso ao trazer dados alarmantes de uma pesquisa da Betania Tanure Associados.


Segundo o estudo, 61% do tempo do líder é destinado a e-mails, burocracias, reuniões, mensagens e “politicagem corporativa”. Ou seja, nem mesmo 40% do tempo do líder é destinado a, de fato, liderar. Por tal, 24% apontaram a gestão do tempo como o maior desafio da atual liderança, o tópico mais votado do levantamento, seguido pela gestão de pessoas (18%) e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional (17%).


A missão do líder em 2023, portanto, é encontrar mecanismos para eliminar processos que atrasam seu trabalho, um movimento que deve ser estendido também à gestão, uma vez que, em muitas ocasiões, a dificuldade para gerir tempo não é por falta de habilidades do líder, mas por lidar com burocracias em excesso que vêm dos gestores.


“Embora a gestão do tempo não seja uma pauta nova, saber gerenciar o tempo nesse atual contexto se tornou uma das grandes tendências de liderança para 2023. Afinal, quando administramos melhor o nosso tempo, o rendimento aumenta e, consequentemente, podemos ter um equilíbrio maior entre a vida pessoal e profissional, contribuindo para o bem-estar e deixando o clima organizacional mais leve”, salienta Arthur Diniz, CEO da Crescimentum.


Autodesenvolvimento


Outro levantamento publicado no RH Pra Você, desta vez da Sputnik, mostra que as lideranças têm dificuldades para desempenhar alguns dos papéis mais importantes da sua função. O estudo, intitulado Panorama de Sentimento das Lideranças”, revelou que mais de ⅓ dos líderes (34,4%) se sentem inseguros para conduzir, desenvolver e engajar times.


Dentro de um cenário no qual a obrigação do líder vai muito além dos resultados, é fundamental que ele entenda que o desenvolvimento de novas habilidades – sejam elas técnicas ou comportamentais – não se limita aos seus liderados. O líder moderno deve se atualizar a todo momento e compreender que, como ocorrido nos últimos anos, o conceito de liderança e o que se espera de quem a exerce a função muda rapidamente.


“Treinamentos são uma ferramenta para que os colaboradores possam refletir ativamente sobre o contexto, seus papéis e relacionamentos. Desenvolver um líder também é desenvolver sua equipe e transformar a maneira como todos trabalham na empresa”, pontua Joacir Martinelli, diretor executivo da Duomo Aprendizagem Corporativa.


Lidar com vieses inconscientes


Como levantado acima, o desenvolvimento das habilidades da liderança deve, além das competências técnicas, incorporar as skills comportamentais. De alguns anos para cá, empatia, resiliência, inteligência emocional e pensamento criativo se tornaram algumas das características que passaram a encabeçar listas de habilidades obrigatórias para o líder moderno e de alta performance.


Para 2023, as soft skills citadas seguem essenciais para o portfólio de qualquer líder, assim como a capacidade de lidar com vieses inconscientes. Ou seja, as lideranças atuais devem ter aptidão para superar estereótipos, preconceitos e crenças baseadas em senso comum, e também para trazer pluralidade de perfis às suas equipes.


“Eis alguns exemplos. Gostar mais de um colaborador porque ele tem os mesmos interesses ou experiências que o líder. Ou não gostar de alguém porque a sua opinião e comportamento é diferente dele. Isso vai contra a diversidade e a igualdade e pode colocá-lo em situações complicadas”, alerta André Freire.


Capacidade de se comunicar


Saber se comunicar de forma eficiente não é uma tarefa tão simples e exige muito preparo. Um líder com viés unicamente resultadista pode ter dificuldade para motivar as pessoas e, consequentemente, alcançar os resultados que ele busca. Com a chegada da Geração Z ao mercado, um grupo profissional por vezes estereotipado como um público “incapaz de se engajar”, o líder deve ter ainda mais cuidado para trabalhar sua comunicação – especialmente por ser dele o papel de lidar com o choque geracional e tornar o ambiente favorável a todos os profissionais.


Se a comunicação não faz parte do dia a dia do líder, o desempenho tende a ser comprometido, assim potencializando sentimentos de frustração, isolamento e desânimo dos liderados.


“Desenvolver habilidades comunicacionais é uma skill que é trabalhada desde a infância e é desenvolvida ininterruptamente durante a vida. O que é procurado são profissionais que deixem claro o status de suas atividades, conseguindo coordenar com diversos setores, para evitar eventuais perdas”, elucida Mara Leme Martins, Vice-Presidente da BNI Brasil – Business Network International.


Cuidar do bem-estar das pessoas


Mais uma vez é válido dizer que a liderança moderna não pode ter um olhar somente para resultados. Humanizar processos é uma das mais importantes responsabilidades tanto do líder quanto dos gestores e do RH do negócio. Para 2023, os líderes devem construir dinâmicas de trabalho planejadas e cuja organização permita que os funcionários possam alcançar pleno equilíbrio entre seu dia a dia no escritório e sua rotina pessoal.


Além disso, não é porque a pandemia acabou – embora a prevenção em relação à Covid-19 deva continuar -, que líderes e RH devem frear ações em prol da saúde ocupacional e emocional. Entre algumas iniciativas de boas práticas nesse sentido, flexibilizar horários e o modelo de trabalho, criar programas de bem-estar e promover uma liderança não apenas coletiva, mas voltada às individualidades e particularidades de cada colaborador podem ajudar.


“Tudo que a gente faz a favor da qualidade de vida dos colaboradores é motivador. Eles enxergam que nós estamos efetivamente preocupados e nos mobilizando para o bem-estar deles”, finaliza Giovana Pacini, country manager da Merz Aesthetics no Brasil.



Fonte: RH pra você

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