Sete erros que podem levar ao encerramento do contrato de estágio
- DBS Partner

- 17 de jul.
- 3 min de leitura
Especialista aponta comportamentos que comprometem a permanência do estagiário — e o que o RH pode fazer para orientar melhor esse público

O estágio segue como uma das principais portas de entrada para o mercado de trabalho. Segundo Jéssica Gondim, gerente de contratos da Companhia de Estágios — líder no Brasil em recrutamento, seleção e gestão de estagiários, trainees e jovens aprendizes — o cargo hoje insere o profissional em início de carreira em atividades que contribuem diretamente para os negócios e estratégias das empresas.
De acordo com a pesquisa Perfil do Estagiário Brasileiro, da mesma instituição, para 68% dos entrevistados o aprendizado e a experiência são os principais motivos que levam estudantes do ensino superior a buscar um estágio. Mas nem sempre essa jornada termina como o esperado. O encerramento do contrato raramente ocorre por uma única razão — costuma ser um conjunto de fatores que se acumulam ao longo do tempo.
Por que o contrato de estágio pode ser rescindido
Diferente de uma demissão celetista, o estagiário atua sob as diretrizes do contrato de estágio, regulamentado pela Lei do Estágio (Lei nº 11.788). Esse contrato pode ser rescindido quando a empresa avalia que o desempenho ou o comportamento do contratado não corresponde às suas regras ou expectativas.
Compreender quais são esses fatores é fundamental tanto para o estagiário quanto para as equipes de RH responsáveis pela gestão e acompanhamento desse público.
Os sete erros mais comuns
1. Falta de proatividade
Executar apenas as tarefas previstas e aguardar orientação constante sem demonstrar iniciativa ou interesse em aprender além do mínimo esperado é um dos comportamentos mais observados pelas empresas — e que pesam especialmente quando há poucos espaços para efetivação.
2. Problemas de postura e convivência
Linguagem inadequada, informalidade excessiva, comportamentos desrespeitosos ou fofoca no ambiente de trabalho comprometem a imagem do estagiário. As empresas buscam profissionais em formação que saibam representar bem a equipe e construir relações saudáveis.
3. Falta de comunicação
Evitar perguntar por receio de demonstrar inexperiência é um erro frequente. O silêncio diante de dúvidas costuma gerar retrabalho, erros e atrasos que poderiam ser evitados com uma simples conversa com o gestor.
4. Não se fazer presente
Discrição em excesso vira invisibilidade. Estagiários que não participam de reuniões, evitam interações e permanecem sempre em segundo plano acabam fora do radar quando surgem novas oportunidades — inclusive de efetivação.
5. Não entender o impacto do próprio trabalho
Executar tarefas sem compreender para onde vão ou quem depende daquele resultado limita o crescimento. Quem entende o contexto atua com mais clareza, desenvolve pensamento estratégico e acelera o próprio desenvolvimento profissional.
6. Resistência a tarefas operacionais
Parte do aprendizado envolve atividades repetitivas. É no operacional que se aprende ritmo, responsabilidade e organização — a base que sustenta o pensamento estratégico no futuro. Rejeitar essas tarefas sinaliza desalinhamento com a realidade da função.
7. Dependência excessiva do gestor
Esperar orientação para cada demanda pode transmitir insegurança e falta de iniciativa. O desenvolvimento da autonomia — dentro dos limites combinados — é esperado ao longo do contrato e é um dos critérios observados para a efetivação.
Outros fatores que pesam na permanência
Além dos sete pontos principais, comportamentos como dificuldade de trabalhar em equipe, resistência a feedbacks, faltas injustificadas e falhas de comunicação também são observados pelas equipes de RH. Em casos mais graves — como quebra de confidencialidade, uso indevido de recursos da empresa ou desrespeito a colegas — o desligamento pode ser imediato.
O papel do RH na gestão de estagiários
A rescisão de contrato raramente é a primeira resposta. Gestores e equipes de RH costumam estar dispostos a oferecer uma segunda chance quando percebem esforço real para evoluir. O acompanhamento próximo, com feedbacks estruturados e comunicação clara sobre expectativas desde o início do contrato, é o que diferencia programas de estágio bem-sucedidos daqueles com altos índices de encerramento antecipado.
Conclusão
Gerenciar bem o programa de estágio é uma responsabilidade estratégica do RH. Orientar estagiários sobre o que é esperado deles, acompanhar sua evolução e criar um ambiente de aprendizado estruturado são práticas que aumentam as chances de efetivação e reduzem a rotatividade nesse público. Para as empresas, investir nessa gestão desde o início é também uma decisão de longo prazo — afinal, o estagiário de hoje pode ser o talento que a empresa vai querer reter amanhã.
A DBS Partner oferece suporte completo na gestão de contratos de estágio, no cálculo correto das verbas previstas na Lei do Estágio e na estruturação do departamento pessoal para empresas que trabalham com esse público. Fale com a nossa equipe e garanta que o seu programa de estágio esteja sempre em conformidade.
Fonte: Opinião RH



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