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Maioria dos líderes de RH permitirão que funcionários trabalhem remotamente, mesmo após a vacina

Segundo o Gartner, quase dois terços dos líderes de RH entrevistados disseram que continuarão com todas as medidas de segurança em vigor


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Quanto mais perto da vacinação em massa contra a Covid-19, mais empresas voltam a questionar as melhores estratégias de modelo de trabalho. Uma pesquisa do Gartner revelou que 90% dos entrevistados planejam permitir que os funcionários trabalhem remotamente pelo menos parte do tempo, mesmo depois que a vacina contra a Covid-19 for amplamente adotada. Ainda assim, os líderes de RH encaram novos questionamentos acerca das suas responsabilidades sobre a vacinação e a força de trabalho, o que determinará as próximas ações dos líderes.


“Com a implementação da vacina contra a Covid-19 se aproximando, os líderes de RH agora se deparam com um ataque de perguntas, incluindo se eles podem ou devem exigir que os funcionários sejam vacinados, qual é a responsabilidade do empregador em ajudar os funcionários e suas famílias a serem vacinados e como o lançamento das vacinas impacta sua estratégia de retorno ao local de trabalho”, disse Elisabeth Joyce, Vice-Presidente de Consultoria na Prática de RH do Gartner.


Segundo o estudo do Gartner, realizado com 140 líderes de RH, em 9 de dezembro, 65% dos entrevistados relataram que sua organização continuará oferecendo flexibilidade aos funcionários no trabalho. Do outro lado, cerca de 50% da força de trabalho vai querer retornar ao local de trabalho - pelo menos em tempo parcial - assim que a vacina estiver amplamente disponível, conforme prevê 109 líderes de RH que responderam à pesquisa.


De 118 líderes de RH entrevistados, 62% relataram que planejam continuar com todas as medidas de segurança que implementaram assim que uma vacina contra a Covid-19 estiver disponível. Quase um terço dos entrevistados ressaltou que não exigiria mais máscaras no local de trabalho, nem imporia distanciamento social em áreas de tráfego intenso.


“No momento, as organizações estão considerando políticas diferentes para os funcionários que recebem a vacina e os que não recebem”, disse Joyce. “O mais crítico é que os líderes de RH estão tomando essas decisões com a expectativa de que precisem corrigir o curso à medida que aprendemos mais”.


Várias regiões geográficas estão experimentando um ressurgimento da Covid-19, exigindo que os empregadores tomem medidas para manter a saúde e a segurança de sua força de trabalho. Entre 136 líderes de RH pesquisados, 46% disseram que sua organização já fechou, ou irá fechar, escritórios que haviam sido reabertos; 37% relataram estender novos benefícios aos empregados, como auxílio creche e adicional de licença médica.


Quando uma vacina contra a Covid-19 for disponibilizada, 60% dos 116 líderes de RH pesquisados disseram que irão incentivar os funcionários a se vacinarem, mas isso não será obrigatório. Sessenta por cento dos entrevistados relataram que fornecerão recursos aos funcionários sobre onde e como se vacinar e 44% disseram que planejam cobrir ou subsidiar os custos da vacina para os funcionários.


“Embora existam preocupações em torno da vacina contra a Covid-19, incluindo privacidade e segurança de dados, em última análise, existem muitos fatores envolvidos na tomada de decisões sobre a estratégia de vacinação de uma organização, incluindo regulamentos do governo local”, disse Joyce. “Portanto, é fundamental que os líderes de RH trabalhem em estreita colaboração com seus parceiros jurídicos e de conformidade”.



Fonte: CIO from IDG